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riscos_e_rabiscos

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* Nada escapa aos olhos das crianças...*

De manhã fiz a higiene habitual tomando uma banhoca e como hoje o dia nos brindou com um lindo céu azul e um sol de inverno quentinho e aconchegante, esmerei-me na secagem do cabelo. 

 

Chego à minha primeira turma e tenho um menino e uma menina a perguntarem-me:

 

- Ó teacher, esticaste o cabelo?

 

Surpreendida pela pergunta, respondi:

 

- Sim e não... sequei normalmente e como hoje está sol e não há humidade no ar, não tenho os poltergeists todos levantados na cabeça...

 

Risota geral. Pergunta o menino:

 

- Polter quê? 

 

Eu explico:

 

- Poltergeists... são assim uma espécie de fantasmas que, neste caso, são os cabelos pequeninos que estão a nascer e que ficam no ar parecendo fantasminhas a dançar...

 

Risota geral de novo. É tão bom poder brincar e rir com os meus meninos. Há turmas que sabem estar e que sabem quando é hora de brincar e de trabalhar.  

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{ E tinha de ser hoje? }

Estava eu toda contentinha a secar o meu cabelo quando de repente... plufs! Não, não fiquei careca... o secador morreu! Aliãs, ainda teve uns batimentos cardíacos mas depois achou por bem parar.

 

Agora expliquem-me lá como é que eu vou conseguir sobreviver sem o meu secadorzinho que tanto adoro? Será que encontro outro igual (antes tive um vermelho e agora um azul)? E se não houver, o que vou fazer à minha vida? Estou desgraçadinha! 

 

Bom, lá terei eu de abrir os cordões à bolsa e ir trabalhar com metade do cabelo todo lindinho e arranjadinho e o outro lado todo desgrenhado, tipo gaja das cavernas! Opá...!

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Singularidades da Pepper.

Aqui a vossa amiga se tiver uma caneta ou lápis à mão nos dias de calor, é uma mulher muito feliz! :)

 

Não comecem já a pensar "ah e tal, até aposto que que ela desata logo a escrever qualquer coisinha...". Nada disso! É que nestas alturas a minha veia de Macgyver salta cá para fora e sai uma engenhoca! Posso até dizer que já criei uma tendência de moda...! Pelo menos nas minhas alunas.

 

Se resulta? Oh se resulta! E alivia? Tantoooo! Só não dá se forem de tamanho reduzido. Já perceberam do que estou a falar?

Claro que só podia ser de prender o cabelo com um lápis ou caneta! :D

 

Há por aí alguém que faça o mesmo do que eu?

 

Coisas que me intrigam...

Que faz uma moçoila com um pente espetado na cabeça?

 

 

Eu explico. Vou eu a descer a minha rua quando deparo com uma moça ao telemóvel. Até aqui tudo bem. Entretanto ela uktrapassa-me e fica a três ou quatro passos adiante de mim. E é então que deparo com... TCHARAM!... um pente espetado no cabelo dela!

 

A princípio pensei "ah, não sejas parva, aquilo não pode ser um pente, deve ser uma travessa..." Até que parei para atravessar na passadeira e fiquei com aquilo mesmo à frente do nariz. E não é que era mesmo um pente?!? Branco e graaande!

 

Agora pergunto eu: será que a moça sabia que tinha ali o pente? Será que o pente estava ali porque teve de atender o telemóvel e não tendo outro sitio para o meter, enfiou-o no cabelo? E se assim foi, nunca mais se lembrou disso e saiu assim para a rua?

 

São das tais coisas estranhas que me intrigam...

É Natal mas presentes de pombos...não, obrigada!

Para poupar energia, coloquei a máquina a lavar de noite e ainda estendi a roupa. Este é um hábito que tenho e faço isto muitas vezes. A maior parte das vezes, de manhã, é só chegar e recolher a roupa, uma vez que o sol incide no estendal nesta parte do dia.

 

Hoje, quando me levantei, dediquei-me às avaliações dos meus alunos e nunca mais me lembrei da roupa. À hora do almoço, estava o cozinheiro cá de casa ao fogão, quando me lembro do estendal. Fui a correr à janela para começar a apanhar a roupa e, conforme ponho a cabeça de fora, digo ao N.:

 

- Vou apanhar a roupa num instante antes que os pombos se lembrem de lhe fazer cocó em cimaaaaa..... PLOC!

 

Entro em casa incrédula e digo:

 

- N. vê lá se não tenho cocó de pombo no cabelo...

 

Ele desata a rir-se às gargalhadas e diz-me:

 

- Ih tão grande...! Tens, tens...

 

A princípio duvidei, pensei que estivesse a brincar comigo, até que lhe pedi para me tirar uma fotografia ao cabelo. E o resultado foi este:

 

 (Desculpem (ou ainda bem?) a qualidade das fotos mas o fotógrafo ainda é principiante :P)

 

Quando vi isto deu-me quatro coisinhas más!!! Fui logo lavar o cabelo. Mas como uma desgraça nunca vem só, tinha o termoacumulador - eu não tenho esquentador, sou muito fina - desligado, portanto a água vinha gelada. Tive de estar a "secar com a m*rd@ na cabeça! Grunf... {#emotions_dlg.annoyed}

 

P. S. - Ao entrar em casa também o N. teve um encontro imediato do 1º grau com um presente, desta vez em forma de pisadela. Como dizer que m*rd@ é dinheiro e tendo em conta que, num só dia, tivémos uma quantidade avantajada, será que nos vai sair o euromilhões? {#emotions_dlg.sarcastic}

Coisas estranhas...

Há uma senhora, que por vezes encontro no autocarro, cujo cabelo é digno de admiração, de se soltar um espantado "Ah!".

 

A primeira vez que a encontrei, vinha certamente do cabeleireiro. Cabelo muito direitinho, bem arranjado e impregnado de laca. O único senão é a "armação". O cabelo ganha uma dimensão que a mulher parece ter uma melância na cabeça... ou um ninho de cegonhas... ou um balão com cabelo!

Lembram-se daquela série da RTP que era A Mulher do Senhor Ministro? Lembram-se do cabelo da Ana Bola? Pois é uma coisa assim mas ainda um bocadinho maior e em tom cobre. Ah e às vezes tem uma variação: uma nuance loira na franja!

 

Hoje encontrei a tal senhora de novo. E descobri que, afinal, o cabelo dela não é armado pela cabeleireira. Portanto estava eu a atribuir as culpas à cabeleireira quando o defeito é... do próprio cabelo da mulher! É que hoje trazia o cabelo "ao natural" (vá, chamemos assim ao penteado desgrenhado de hoje) e tinha uma cabeça digna de uma cesta de vime! Ó que cabelo tão rebelde. Se fosse meu, dava-lhe um tratamento de pente zero!

É Praga... Só Pode!!!

 

É praga e das boas, daquelas rogadas por alunos! Estava eu toda convencida que ia dar um corte ao cabelo hoje quando acordo ao som da chuva e vento. Ainda tive esperança que fosse só vento e assim ainda ponderava se iria ao corte ou não. Daqui a pouco o cabelo chega-me aos joelhos pois já está a meio das costas... E se ele se enrolar nas pernas e der um trambolhão, ainda parto os dentes!

 

E isto tem-me feito lembrar de uma prima minha que tinha um cabelo loiro, lindíssimo, que usava entrançado e enrolado em forma de caracol preso à cabeça. Dizia ela que não cortava o cabelo havia anos, que sempre que se preparava para ir o cortar, acontecia uma tragédia: uma vez aconteceu uma morte, outra um acidente e outra ainda uma doença de gente chegada a si. E assim foi deixando crescer o cabelo, com receio de que ao ir cortar o cabelo, mais alguma fatalidade se lhe atravessasse no caminho.

 

Um dia, para nos mostrar o tamanho do seu cabelo, desfez a trança que revelou a sua beleza e esplendor. Aquele loiro sempre foi um tom invulgar, que eu nunca vi nenhum parecido. E o tamanho era algo espantoso: parecia uma cascata que lhe descia pela cabeça até quase aos joelhos. Fazia lembrar os cabelos de uma princesa de tempos longínquos de vido à sua invulgaridade.

Mas um dia o corte de cabelo chegou e o tempo tem passado e eu nunca mais a vi.

 

O dia hoje passou intercalado de períodos de chuva, vento e sol, o que contribuiu para o azamboamento da minha cabeça e para a dose extra de excitação dos miúdos. Saí da escola já de noite - não gosto nada - e com aquela chuvinha de molha parvos. É claro que eu não fiquei molhada porque não sou parva (cof!cof!cof!)...

Apanhei o meu autocarro de sempre, que hoje teve a visista da Dona Inokes, e quando cheguei ao terminal, tinha à minha espera umas rajadas de vento fortes acompanhadas de pancadas de chuva bem jeitosas. Escusado será dizer que apanhei uma molha das valentes, pois nem o chapéu de chuva nem o imperme+avel me salvaram. Sei dizer que cheguei a casa a pingar: calças molhadas, rabo de cavalo a pingar, e impermeável impregnado de chuva. Até a minha roupa interior não conseguiu escapar à chuva!